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Mobile cada vez mais presente, cada vez mais omnipresente, a câmera do telemóvel torna-se uma extensão do corpo, da visão, de uma colecção de memórias visuais que compões um diário de imagens.

2017 foi ano de mudança de telemóvel (oneplus 5) e mais que saber o que ele faz ou deixa de fazer, a pergunta foi o que é que a câmera consegue captar. Não uma é uma "máquina", mas longe vão os tempos de ser um apontador de facturas.

O melhor do diário mobile de 2017:

Tenho uma relação estranha com o analógico na fotografia. Comecei a fotografar com filme depois do digital e inicialmente pensei que ia ser algo passageiro. Mas foi ganhando o seu espaço. O lado prático de poupar o sensor da digital, aliado à terapia visual de me "obrigar" a fotografar com mais calma, ter mais atenção ao detalhe... porque cada disparo sai literalmente do bolso... 🙂

Depois há outro fenómeno interessante... que ter 2 máquinas distintas uma de focagem manual e outro com focagem automática (Nikon FE2 e Nikon F4), que obriga a exercícios diferentes. É como ter dois carros vintage, cada um com a sua alma. Eis os resultados da roadtrips 🙂

2017 foi um ano quase sem posts aqui no site. Em termos de fotografia, o digital perdeu alguma importância no campo pessoal, para se tornar mais profissional. Os casamentos e os eventos foram mais frequentes. Mas sempre houve tempo para o disparo pessoal, daquele momento.

O resumo visual de 2017 com a DSLR.

Algures em Abril, o Bro Pache disse que tinha uma prenda para as minhas 4 décadas de existência, passar a passagem de ano, numa cidade europeia escolhida por ele. Bem... era ele que oferecia, não me podia de fazer de esquisito...
Depois de tantas viagens juntos a procurar tupperwares nas igrejas deste País, a primeira vez que íamos os dois andar de avião juntos e calcorrear ruas alheias. O destino... exacto, o do título.
Passagem de ano e Amesterdão, drogas e red district são as referências que todas as pessoas associaram... pois.. mas em Dezembro... em bom português, é frio como o caralho, caro como a merda e bicicletas assassinas.
“É uma cidade muito bonita para fotografar”, também ouvi isso até à exaustão... eu acho que os meus amigos não vêem o tipo de fotos que eu tiro... excepto o Joao.. “Olha ali a pocinha...”. Sim, é uma cidade bonita... imago que sim.. com sol
Amesterdão na passagem de ano transforma-se... ah.. espera... surpresa... vão lá nessa data e depois ficam a perceber as reticências...
Não foi uma cidade que me tenha enchido as medidas, no entanto, espero lá voltar com sol e calor (Henrique vamos lá descobrir os maninhos). A viagem em si, sim, diz-se que só conhecemos uma pessoa realmente quando viajamos com ela... não é assim tão linear... mas ajuda, porque basicamente as pessoas em viagem tanto estão no seu melhor, como no seu pior, num curto espaço de tempo. E é sempre bom conhecer mais um pouco do Amigo que temos no coração (excepto a parte do ronco... fdx...) e saber que eles no atura sempre.
E agora... fotos... (ah... estejam à vontade se gostarem de alguma, para.. comprá-la

cartaz _ common people _01

 

“She said fine and in thirty seconds time she said, I want to live like common people
I want to do whatever common people do, I want to sleep with common people
I want to sleep with common people like you.
Well what else could I do - I said I’ll see what I can do.”
– Pulp “Common People”

Esta música da banda britânica Pulp ironiza o que serão as “pessoas comuns”, um pouco à imagem da minha fotografia de rua, onde a componente humana está sempre presente, mas mais do que procurar um registo documental, procurar uma composição de que alguma forma conte uma história.
Uma história que eu imagino quando aponto a câmera.
Uma história imaginada pela pessoa quando vê a fotografia.
Um pouco como nos livros, nós todos lemos a mesma descrição do Ramalhete, mas de certeza de que cada um tem o seu próprio Ramalhete.

Estas 12 fotos representam algumas das histórias que tenho imaginado nos últimos anos, no meu dia-a-dia quando passeio a câmera pelas ruas do Porto, ou nas minhas viagens dentro e fora de Portugal, os locais mais do que os monumentos são as pessoas… as pessoas comuns…

Depois de uma primeira mostra em Vila Nova de Paiva, agora em outra Vila Nova… a de Gaia 🙂

Oportunidade para também conhecerem o espaço Letras & Sabores, mais que um café, um local com muita alma para comer, beber e conversar.

É fácil chegar lá, por trás do Corte Inglês, existe estacionamento em barda ou o metro a um minuto de distância a pé.

Aparece e traz os teus amigos. Se estiveres interessado em alguma das das fotos, envia-me um e-mail.

Rui Pedro Oliveira
Porto
rui@insano.net
www.insano.net
www.facebook.com/Insano.net
www.instagram.com/insano_net
#commonpeople_vol1

Não sou muito dado a “ajuntamentos” fotográficos, a minha câmera diz que é anti-social... não sou eu... é ela.

No entanto, sempre que há um local diferente, pessoas divertidas que organizam o evento, eu tenho uma conversa com ela e digo-lhe que há gomas... e ela vai... 🙂

A malta do Igers do Porto lembrou-se de desafiar o povo a fotografar a Casa da Música do Porto, num domingo de Abril. Com a câmera intoxicada por gomas, eis os snaps de uma manhã bem passada.

Casa da Música

Casa da Música

Casa da Música

Casa da Música

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No passado dia 11 de Março, a convite da Porto Lazer, fui assistir ao Workshop «Fotografia de Jardins e Plantas — Olhar e Técnica», orientado por Philip Smith, integrado na Semana das Camélias.

Fotografia de Flores e Jardins não é normal aparecer nas minhas fotos, não, porque não aprecie, mas porque envolve técnicas e estados de espírito diferentes.

É uma excelente forma de desacelerar o nosso ritmo. Parar perante o objecto ou o local e contemplar, perceber as suas dinâmicas (sim, apesar de estar estático 😉 ).

Apesar de ainda não estarmos em plena Primavera, algumas flores já despontam nos Jardins da Invicta, nomeadamente a flor adoptada da cidade, a Camélia.

Estivemos uma parte da tarde no Jardim das Virtudes, a praticar alguns dos conselhos e práticas transmitidos por Philip Smith.

Parte da beleza dos Jardins e respectivas Flores, são as suas cores, no entanto, quando nos aproximámos dos objectos, é quase impossível não ficar fascinado pelas formas, linhas  e texturas. Preferi editar a preto e branco para realçar os detalhes.

Fotografar com uma lente macro, requer outra forma de compor a imagem, algo a estudar e treinar com tempo.

Em suma, apesar não ser a fotografia que mais me apaixone, será um tema interessante para ir experimentado ao longo do tempo. Visitar os vários jardins do Porto e relaxar e entrar num outro mundo.

Obrigado à Porto Lazer pelo convite e parabéns pela iniciativa.

Nota adicional: ainda vou descobrir uma técnica para o vento não atrapalhar....

 

Flores

Flores

Flores

Flores

Flores

Insano.net

Serralves, Domingo de manhã, nova exposição, entrada gratuita... gente... muita gente.

Essas gentes passam a ser a minha obra de arte preferida.

Serralves

fila... oh boy.

Serralves

Picasso.

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Malta que tira selfies com obra.. ei, cada um com a sua... right...

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Arte.. diz-me.. o que é a Arte na sua essência (resposta mais à frente...)

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aquele momento... wtf!!!

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o momento Iger.

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a resposta.

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lightsabers... a força em mim...

 

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no judging.

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submersa.

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branco.

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acho que pisei... arte.

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camadas.

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is that Iron Man...?

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I know what are you doing.... 😛

 

Durante 7 anos trabalhei nos concelhos de norte de Aveiro, as "Terras de Santa Maria". Diariamente cruzava-me com o Vouguinha, esse enigmático comboio pintado a graffiti, que rodava lentamente no cruzamento da passagem de nível.

Sempre gostei de viajar de comboio, mas sempre fui um passageiro de viagens de longo curso. Nunca soube o que era viajar diariamente nos caminhos ferroviários. A curiosidade por saber o que era viajar naquelas carruagens vermelhas foi algo que me acompanhou durante esse período de tempo, nomeadamente quando as notícias locais davam o seu fim, como algo que o tempo não demoraria muito a trazer.

Passados 8 anos da primeira vez que me cruzei com o Vouguinha, decidi fazer a viagem Espinho - Oliveira de Azeméis.

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Chegado à Estação de Espinho, ou melhor Espinho-Vouga, abandonada junto ao Estádio Comendador Manuel Oliveira de Violas, há uma estação só para o Vouguinha, ponto de partida mais a norte da linha do Vouga.

Além do abandono aos tags de iniciados na Street Art, janelas e portas emparedadas ou as placas comemorativas dos 100 anos da Linha, não há ninguém para receber os passageiros diários ou viajantes perdidos de amores por comboios.

Neste dia, o primeiro comboio não partiu devido a uma avaria. Alguma informação...? Não, apenas os lamentos de um passageiro habitual, que pela falta de “pis” sonoros na escrita, vou guardá-los para mim.

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Por volta das 11 horas, chegou o segundo comboio e deu-se o início da viagem. O que para mim era uma experiência Kitsch, para outros mais uma viagem sofrível. O Vouguinha arrasta-se na maltratada linha do Vouga, ruidoso, desconfortável e com uma sensação permanente que a segurança já conheceu melhores dias.

Há determinados detalhes que parecem saídos de um filme de Wes Anderson, como o revisor ter que sair do comboio para mudar de carruagem.

O mais importante são os passageiros. Nota-se que o descuido da linha tem feito uma triagem para quem ainda viaja no Vouguinha. São estudantes, pessoas idosas sem outra forma de se deslocar ou quem ainda acredita que aquela é melhor forma de viajar.

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O percurso que se inicia no azul do Atlântico, logo é absorvido pelo verde das árvores que ladeiam os carris. Como o comboio não circula a uma velocidade elevada, é possível ver o quotidiano dos concelhos que fazem parte do trajecto. A parte rural de Santa Maria da Feira que é cortada pela indústria e urbanidade de São João da Madeira para voltar ao verde de Oliveira de Azeméis. Fim de linha, isto é... não devia, mas se quiser continuar até Sernada do Vouga devo fazê-lo de táxi —Sim, ainda continuamos num filme de Wes Anderson.

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Vouginha

Tempo de esticar as pernas e fazer a viagem de regresso.

Custa ver uma linha ferroviária centenária ser tão maltratada. Percebo que as acessibilidades modernas (deve ser das zonas do país melhor fornecida) tenham tirado passageiros ao Vouguinha. No entanto, além do serviço público prestado, há todo um potencial turístico por explorar.

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Espero que os caminhos-de-ferro lusitanos tenham um melhor tratamento num futuro próximo e não um caminho que seja exclusivamente litoral e de longo curso.

Há mais histórias do Vouguinha em breve 😉

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